22 de junho de 2008

Por que escrevo?

Lembrei desse texto semana passada, fruto de uma redação de colégio. Mas algo nele me chamou a atenção, pois o escrevi com tanta facilidade, e gostei tanto dele, que o guardei. Ele é do ano passado, mais especificamente do dia 27 de julho de 2007. Espero que gostem.
Por que escrevo?

Escrevo porque quero, porque gosto, porque sinto que devo. Escrevo porque preciso, porque tenho inspiração e, portanto, quero me expressar de alguma forma. E a escrita me proporciona a melhor forma de fazer isso. Escrevendo crio meu próprio mundo, seja ele visto sob qualquer prisma e com qualquer finalidade. Escrevendo posso ser ao mesmo tempo cômica e trágica, profunda e fútil, detalhista e misteriosa. Posso romper as barreiras da possibilidade e da realidade ou ser realista e direta ao extremo. Posso ser rápida e rasteira ou confundir os leitores mais e mais, só para no fim confirmar o que eles pensavam no início.

Posso relatar algo, informar, mas também dar minha opinião. Posso expor meus pensamentos e sentimentos, e também os daqueles que crio. Posso divertir, fazer chorar, entreter, assustar, intrigar e, ao mesmo tempo, fazer descobertas, eu mesma. Posso criar seres com quem os leitores se identificam e amam e outros que eles amam odiar. Escrevo porque gosto de finais felizes, tristes, de soluções de mistérios e problemas.

Escrevo porque posso criar minha própria identidade, minha própria linguagem. Escrevo porque sou a única pessoa que vai pensar como eu, sou a única que pode escrever o que eu escrevo. Escrevo porque quero experimentar, errar e recomeçar. Escrevo porque quero tentar de tudo e não me privar de nenhuma possibilidade.

10 de junho de 2008

Seção nova

Bom, às vezes o tédio pode ser a melhor fonte de inspiração. Como diria meu amigo Fábio, "é o ócio criativo". Surge então uma idéia: de vez em quando, vou sortear uma palavra e escrever sobre ela. A palavra de hoje foi uma sugestão da minha amiga Renata, e achei que seria a melhor palavra pra inaugurar. A palavra é...tantantantan...oi.

Segundo o dicionário, oi é uma interjeição empregada para cumprimentar, chamar, mostrar espanto, ou indicar que não se ouviu bem aquilo que foi dito pelo interlocutor.

Mas é muito mais do que isso. Um simples oi pode ter vários significados. Um oi triste, um oi feliz, um oi irritado, um oi de paquera, um oi forçado... Um oi pode querer dizer "só falo com você por educação", ou "eu te amo". Pode querer dizer "não sei o que falar" ou "tchau" ou, simplesmente, "oi". Não importa. Um oi pode ser muito importante, ou pode simplesmente ser usado para quebrar o gelo.

Incrível como uma palavra tão pequena pode ser tão versátil.

30 de maio de 2008

E agora?

Quem nunca pensou: E agora? O que é que eu faço? Quem nunca ficou sem reação diante de uma surpresa ou de uma situação, digamos... inusitada? Quem nunca teve que fazer uma escolha entre duas opções equivalentes, mas indispensáveis? Todo mundo já passou por isso, ? A vida é assim. Cheia de escolhas, às vezes de ganhos, sempre de perdas. Mas é isso que a faz tão especial.
Como estou filosófica hoje...
Hehe...bjs

19 de maio de 2008

Reencontro

Então, como prometido, aqui está:

Reencontro

Nada havia se não magreza,
Nada havia se não tristeza
Nunca suficiente, nunca perfeita
Mas com sacrifício, tudo se ajeita
Faria de tudo pra ser aceita

Ainda que tudo fosse nada,
Não vestiria mais a calça, que, apertada,
Impunha uma árdua jornada
Comida? Até parece
Pra ser bonita, vê se esquece

Suas ações são recompensadas,
Ainda que estas sejam impensadas
Foi um alívio sentir as roupas folgadas
Quando de elogios foi coberta,
Pensou ter feito a coisa certa

Nada se compara à sensação
De se sentir no topo do mundo e então,
Descobrir que elogios vêm e vão
Pois tudo tem um fim
Ainda que ela não quisesse assim

Quando à pressão ela sucumbiu,
E a determinação num segundo sumiu,
A velha insegurança ressurgiu
Velhos hábitos são difíceis de esquecer
E, ainda mais, aos maus sobreviver

E ali, segurando-se para não ir ao chão,
Viu sua vida findar num ofuscante clarão
E tomou assim uma decisão
Ao ver seus pais, com os rostos aflitos
E a expressão de seus verdadeiros amigos

Aquela garota de antes, onde estava?
Era tão feliz e confiante, o que mudara?
Ser ela mesma era só o que tentava
Queria voltar a ser como era, linda!
Não era tarde demais ainda

Decidiu suas prioridades definir
Nada mais a controlaria assim
Ela em breve voltaria a sorrir
Pouco a pouco conseguiu
Sentir-se com nunca se sentiu

Aprendeu que a maior arma contra a dor
Era aquela a que ela não dava valor
Sua família e amigos, puro e verdadeiro amor
Vive uma vida plena
Onde uma calça apertada nunca será um problema

12 de maio de 2008

Em breve...

Momento trailer de cinema: Em breve, num computador perto de você, meu primeiro poema aberto ao público. Aguardem...
Hehehe... É que é semana de provas mensais, então não deu pra passar pro computador, mas semana que vem tá aqui...

28 de abril de 2008

Complicado...muito complicado...

Os adultos geralmente têm mania de dizer que vida de adolescente é fácil, que nossa única responsabilidade é a escola, e blábláblá. Meu comentário é o seguinte: eu só espero
que quando eu me tornar adulta, não seja acometida por esse mal terrível chamado amnésia. Por favor, né? Sei que os tempos eram outros, mas todo adulto também já foi adolescente, mas a maioria parece não se lembrar da sensação de ter milhões de coisas pra estudar, ter que aturar a irmã mais nova que enche o saco, ser ignorada pelo garoto que você gosta, lidar com as espinhas e ter uma vida social, tudo ao mesmo tempo.
Só que...eu não trocaria essa época por nada.
Curta o momento.

14 de abril de 2008

Hum...

Criei esse blog há algum tempo atrás. Sempre gostei de escrever, na capa do caderno, na mão, na mente... Achava que ia ter muito assunto, mas minha primeira postagem saiu assim: "hum... ééé... hã..."
Como dá pra ver, meu blog caiu no esquecimento. Foi parar lá naquela gavetinha que eu acredito que todos temos em nossas mentes, onde tudo que perde a importância momentânea fica, suprimido, escondido, mas nunca esquecido (puxa, essa até rimou).
Reencontrei a inspiração, e espero tornar essas postagens um hábito.
Próxima postagem em breve.