Mostrando postagens com marcador pensamentos próprios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pensamentos próprios. Mostrar todas as postagens

5 de abril de 2009

Procuro alguém que saiba trocar uma lâmpada

Dentro de mim há um espírito livre gritando pra sair.
Dentro de mim há uma criança se afogando, que sobrevive de pequenas e raras lufadas de ar, aproveitadas ao máximo.
Dentro de mim há uma mulher adulta, confiante e independente esperando.
Dentro de mim há uma garotinha assustada, sem auto-estima e consumida pela tristeza e pela desesperança, que luto para manter onde está.
Dentro de mim há uma lâmpada prestes a queimar.

18 de janeiro de 2009

Ninguém nunca me disse

Ninguém nunca me disse que a vida era tão complicada. Ninguém também nunca me disse que nem tudo dá certo no final. Ninguém nunca me disse que o que parece perfeito agora, pode não ser tão perfeito amanhã.
Mas também ninguém nunca me disse que é possível mudar o imutável. A Certeza ultrapassada dentro de mim comprova isso. Certezas são raras. Aproveite se tiver alguma agora. É o que faço. Meu principal defeito é saber e não conseguir parar de analisar tudo e todos. Isso gera, sim, problemas. Contornáveis, sem dúvida. Tanto que quando acabo de falar, penso: “Pra que eu disse isso? Podia ter ficado calada.”
Parece que, inconscientemente, tento sabotar o que tenho de melhor. Perder para sempre minhas Certezas. E pra que? Se alguém souber, me avise, por favor.

15 de dezembro de 2008

Perfeição

Um mundo em que as nuvens sejam de algodão-doce, a grama de biscoito, a chuva de limonada... Onde eu acorde todos os dias com as galinhas cantando "Não se reprima"... Onde as manhãs na praia nunca acabassem, o tempo com os amigos também não... Em que todos os vizinhos respondam ao seu bom dia no elevador e onde todos ouvem o que a moça do telemarketing tem a dizer. Onde os combustíveis não poluíssem o ar, e os políticos fossem justos. Onde não houvesse violência no futebol, onde todo mundo fosse bem na escola. Onde tudo se resolvesse com uma boa conversa.
Soa perfeito pra você? Podes achar estranho, mas para mim nem tanto. Se não houvessem momentos tristes, nunca identificaríamos os felizes. Se não houvessem guerras, não saberíamos valorizar a paz. Se não houvessem momentos de saudade, não iríamos gostar tanto daqueles que são especiais em nossas vidas. Quanto às galinhas... Bem, há uma razão para não ouvirmos mais falar do Menudo.

4 de dezembro de 2008

Outro de meus poemas

Adorável Teorema
Não sigo modismos, todos dizem
Redundância inconsciente
Pois ninguém quer ser igual
Quando a moda é ser diferente

Nunca ouviu? É uma pena
Nunca viu? Seu problema
Sou o que sou,
Um adorável teorema

Não aspiro ser mais um robô
Dessa sociedade superficial
Nunca me preocupei com isso,
Nem vejo razão para tal

Tudo que ouves sobre mim,
Não sei se já paraste para pensar,
Que pode não ser verdade
O que insistem em espalhar

Me prove e comprove
E prove que pode
Me amar
Do jeito que sou

1 de dezembro de 2008

Menine, você ouviu...?

Andei pensando esses dias, fazendo um balanço geral de tudo que já ouvi falarem de mim, ou que soube que falaram de mim. Parece que eu sempre atraio esse tipo de coisa. Já passei da fase de me incomodar com isso, até porque se me incomodar, nunca ficarei em paz. Mas ninguém realmente gosta de ouvir mentiras sobre si, principalmente sobre sua vida pessoal.
Quem já passou por isso sabe como é desagradável o sentimento de impotência diante de um boato que se espalha, sem controle. Especialmente para uma pessoa como eu, que sempre fui muito fechada, e demoro para confiar de verdade em alguém.
Mas a fofoca é mais uma daquelas coisas da vida, com dizem, às quais simplesmente estamos sujeitos e sobre as quais não temos controle algum. Triste ver o quão normal é considerado falar dos outros dessa forma.
Como diria meu caso de amor platônico Sheldon, eu choro pela humanidade.

30 de outubro de 2008

Pra você

Você já se apaixonou? Quase todos dirão sim. Você já amou? Alguns incautos dirão sim, com certeza. Outros, pensarão primeiro. Uma parte então dirá sim, algumas vezes. Outra parte dirá sim, uma vez. Talvez alguns ainda digam não. Mas estes serão os mais tristes.
A maioria pensará no amor romântico, entre duas pessoas. Aquele cara, aquela garota. A pessoa certa, seja predestinada ou apenas apropriada. Eu não sou exceção. Ele é a primeira imagem que me vem à mente.
Talvez, como eu, alguns pensem na família. Amor dito incondicional. Porém, infelizmente, nem sempre. Já ouvi dizer que o único amor incondicional é o de um cachorro por seu dono. Não sei dizer, nunca tive um.
O que se procura em um namorado? Um cara que realize todos os seus caprichos, que te mime? Que te ache o máximo, que se humilhe por você? Não sou assim. Antes de tudo, quero um amigo, quero que me entenda, que não ligue para minhas inseguranças momentâneas. Que me assegure que tudo vai ficar bem.
Alguém que saiba dizer a coisa certa, no momento certo. Com quem eu possa falar sobre tudo, ser eu mesma, sem medo do que possam pensar de mim. Alguém que simplesmente goste de mim como eu sou, sem esforço.
Achei. Tenho sorte.

2 de setembro de 2008

Seção sem nome Volume 2

Bem, aqui estou de volta com aquela seção das palavras, que ainda não tem nome, mas em breve terá (talvez). Obs.: Momento meio banda de forró, o título, não? E a palavra de hoje é "bom".
Novamente, uma pequena mas muito útil palavrinha. Adjetivo, mas, pra mim, ela e a variação "bem" são praticamente vírgulas. Talvez dê pra perceber, pelas postagens anteriores... e agora percebi, no início desta também... Mas, novamente, ser bom é relativo. Tanto no sentido de ser uma pessoa bondosa, afável, agradável, como no sentido de ser benéfico, apropriado ou adequado para algo ou alguém.
Nesse último sentido, o que é bom é sempre relativo. Se algo é bom pra alguém, não significa que seja bom para todos. Esse é um pensamento que se aplica à maioria das coisas na vida, ou seja, seja você mesmo, faça o que der vontade e não ligue para o que os outros pensam. Quem diria que dá para se concluir isso da palavra "bom", hein?
VIVA A RELATIVIDADE!

22 de junho de 2008

Por que escrevo?

Lembrei desse texto semana passada, fruto de uma redação de colégio. Mas algo nele me chamou a atenção, pois o escrevi com tanta facilidade, e gostei tanto dele, que o guardei. Ele é do ano passado, mais especificamente do dia 27 de julho de 2007. Espero que gostem.
Por que escrevo?

Escrevo porque quero, porque gosto, porque sinto que devo. Escrevo porque preciso, porque tenho inspiração e, portanto, quero me expressar de alguma forma. E a escrita me proporciona a melhor forma de fazer isso. Escrevendo crio meu próprio mundo, seja ele visto sob qualquer prisma e com qualquer finalidade. Escrevendo posso ser ao mesmo tempo cômica e trágica, profunda e fútil, detalhista e misteriosa. Posso romper as barreiras da possibilidade e da realidade ou ser realista e direta ao extremo. Posso ser rápida e rasteira ou confundir os leitores mais e mais, só para no fim confirmar o que eles pensavam no início.

Posso relatar algo, informar, mas também dar minha opinião. Posso expor meus pensamentos e sentimentos, e também os daqueles que crio. Posso divertir, fazer chorar, entreter, assustar, intrigar e, ao mesmo tempo, fazer descobertas, eu mesma. Posso criar seres com quem os leitores se identificam e amam e outros que eles amam odiar. Escrevo porque gosto de finais felizes, tristes, de soluções de mistérios e problemas.

Escrevo porque posso criar minha própria identidade, minha própria linguagem. Escrevo porque sou a única pessoa que vai pensar como eu, sou a única que pode escrever o que eu escrevo. Escrevo porque quero experimentar, errar e recomeçar. Escrevo porque quero tentar de tudo e não me privar de nenhuma possibilidade.

30 de maio de 2008

E agora?

Quem nunca pensou: E agora? O que é que eu faço? Quem nunca ficou sem reação diante de uma surpresa ou de uma situação, digamos... inusitada? Quem nunca teve que fazer uma escolha entre duas opções equivalentes, mas indispensáveis? Todo mundo já passou por isso, ? A vida é assim. Cheia de escolhas, às vezes de ganhos, sempre de perdas. Mas é isso que a faz tão especial.
Como estou filosófica hoje...
Hehe...bjs

28 de abril de 2008

Complicado...muito complicado...

Os adultos geralmente têm mania de dizer que vida de adolescente é fácil, que nossa única responsabilidade é a escola, e blábláblá. Meu comentário é o seguinte: eu só espero
que quando eu me tornar adulta, não seja acometida por esse mal terrível chamado amnésia. Por favor, né? Sei que os tempos eram outros, mas todo adulto também já foi adolescente, mas a maioria parece não se lembrar da sensação de ter milhões de coisas pra estudar, ter que aturar a irmã mais nova que enche o saco, ser ignorada pelo garoto que você gosta, lidar com as espinhas e ter uma vida social, tudo ao mesmo tempo.
Só que...eu não trocaria essa época por nada.
Curta o momento.