Fico pensando se foi tudo um sonho. Aqueles tempos existiram mesmo ou eu só os imaginei como uma forma de preencher a minha necessidade amigas verdadeiras?
Certo, sonho não foi. Claro que não.
Mas será que era tão bom quanto eu lembro que era? Parece que tudo que tínhamos em comum não significa mais tanto pra mim.
E é difícil achar assunto. Quando falo, sempre sinto que não sou interessante, e que não pertenço ali.
Não devia mesmo ser tão difícil.
Devia ser natural. Fácil.
Só eu mudei?
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16 de maio de 2009
18 de março de 2009
É, eu sou superprotegida
Essa semana consegui concretizar uma ideia na cabeça, algo que eu já sabia, mas que me deixou com muita raiva. E, como sempre acontece quando tenho uma emoção forte assim, tenho um forte ímpeto de escrever. Então, aqui estou.
Uma gaiola, uma jaula, uma prisão
Chame como quiser
Não vejo solução
Num futuro nem tão próximo
Chame como quiser
Só quero sentir, uma vez na vida,
Que me enquadro
Só queria poder aproveitar
Os ditos melhores anos da minha vida
Como todos fazem
Sem me sentir culpada
Já deveria estar acostumada, não?
Há quanto tempo vivo assim?
Mas a hora vai chegar
Em que essa crise adolescente
Vai parecer tão sem importância
Tal liberdade, tão desejada
Não vai ter gosto de vitória
Quando criança, quero crescer
Quando adulta, voltar à infância
Agora, sei que é coisa de momento
Culpe meus hormônios
19 de fevereiro de 2009
Poetas românticos
Numa certa aula de literatura portuguesa, ocupada entre conseguir ficar acordada, resistindo ao impressionante poder sonífero da voz de minha professora, e preencher as últimas folhas dos meus cadernos com poesias e/ou músicas em inglês, rabiscos e/ou tentativas frustradas de desenhos, ou qualquer pequena anotação cuja origem e propósito não consigo me lembrar depois, entreouvi a professora comentar algo mais ou menos como: "A grande maioria dos poetas românticos morria muito cedo, fosse devido à tuberculose, fosse pelo abuso de álcool, pelo suicídio, ou uma combinação destes. Não costumavam passar dos 23, 24 anos. Imagine se estes poetas tivessem amadurecido, que obras maravilhosas que poderiam ter produzido!"
Dizer que aí eu acordei seria exigir demais de tal aula, mas aquilo grudou no fundo do meu cérebro e virou motivo de uma pequena anotação nas últimas folhas do caderno, como lembrete para desenvolver mais aquela ideia. O que me chamou a atenção foi que eu discordava completamente daquele comentário, apesar de não ter nenhuma capacidade física de erguer a mão e debater minhas ideias com a professora no estado letárgico em que me encontrava. Então, virou inspiração pra post.
Resumo-relâmpago das características das obras românticas: tom melancólico, amores impossíveis, evasão para o passado, a natureza, ou a morte, o que parecer mais promissor ao autor. No geral, depressivo. Será que se atingissem os 40, 45 anos de idade, ainda estariam tratando dos mesmos temas? Eu certamente não escrevo agora sobre os mesmos assuntos de alguns anos atrás, nem mesmo dessa mesma época no ano passado. Será então que suas obras teriam o mesmo atrativo?
Parafraseando alguns professores meus, "ó, galera, préstenção aqui, ó". As angústias e a visão pessimista e melancólica dos autores românticos me parecem, de minha perspectiva adolescente e talvez exageradamente simplista, tipicamente jovens, ainda que sejam jovens de uma época e realidade completamente diferentes. E, claro, talvez sua técnica melhorasse. Mas o que garante que depois de alguns anos, quando toda aquela emoção se esvaísse e desse lugar a uma vida mais acomodada, mais "madura", suas obras ainda seriam tão interessantes? Encontrariam eles mesma motivação para escrever em outros temas?
Na escrita, mais importante do que a técnica, a meu ver, é a emoção imprimida ao texto, a cada palavra. É como aquele velho clichê de propaganda, "tempero de comida de mãe é o amor". (Mas se o amor estiver faltando aí, compre nosso cubinho de caldo de carne, vai dar no mesmo.) Então vou continuar aproveitando meus turbilhões hormonais para escrever.
20 de janeiro de 2009
É verão... Sei lá...
Tá, ótimo, férias, praia, sol, calor. Protetor, bronzeado (OU NÃO), queimadura de sol, ai ai ai, hidratante, descascar. Óculos escuros, short, blusa curta, biquíni (ai G-zuiz). Olhares (huuuuuuum), cantadas sem nexo, sem noção, sem futuro. Foras. Mais foras. Areia em todo lugar. Comida. Mais comida. COMIDA.
Ócio, reclamar do ócio, procurar alguma coisa pra fazer. Jogar Banco Imobiliário, desistir no meio, jogar War, desistir antes da metade, jogar Scrabble, brigar porque palavrão não vale. Ganhar no Scrabble, mesmo com os outros tendo os pontos do(s) palavrão(ões).
Bricadeiras. Conversas. Amigos. Momentos. Fotos. Momentos inesquecíveis, sem necessidade de fotos. Fotos de momentos inesquecíveis que não necessitam de fotos.
Perceber que já está acabando. Perceber que não fez tudo que queria, não deu tempo. Perceber que teve tempo, não estava no ócio? Perceber que no verão o tempo não passa normalmente. Perceber que diversão não precisa ser obrigação. Relaxar. Aproveitar.
Reclamar porque acabou. Ficar feliz de voltar à escola. Ser chamada de nerd por isso (whaaaaaaaatever). Suportar os próximos meses com a feliz lembrança e promessa de um verão feliz.
Viver a vida. Simplesmente viver, aproveitando ao máximo.
11 de agosto de 2008
Saudades
Quando se convive diariamente com indivíduos diferentes de você e entre si, o que ocorre na maioria das situações sociais que enfrentamos no dia-a-dia, acaba-se aprendendo a valorizar os pontos positivos de cada um e a tolerar os defeitos. Estudo num colégio muito bem conceituado, o melhor do estado. É bem competitivo, o que acaba não sendo bom para todos. A reputação de colégio difícil é relativa, mas muitos não aguentam a chamada pressão psicológica, ou, simplesmente, não conseguem acompanhar.
Era certo que no final do ano nossa turma iria se separar, mas aconteceu mais cedo. O 1o ano E 2008 do Colégio Contato, conhecido como Sala do Brejo, já perdeu 10 alunos, aos quais gostaria de fazer uma humilde homenagem aqui.
Àquelas que voltaram ao Monteiro Lobato, Thais, Bel, Alice, Dudinha e, mais recentemente, Marília, além de figuras inesquecíveis como Marcelo, Camila, Diego, Tainara e Cláudio. Acredito, ou pelo menos gostaria de acreditar, que falo por todos os membros de nossa turma, quando digo que cada um deles fará falta no dia-a-dia da sala 24.
Saudades de todos.
Era certo que no final do ano nossa turma iria se separar, mas aconteceu mais cedo. O 1o ano E 2008 do Colégio Contato, conhecido como Sala do Brejo, já perdeu 10 alunos, aos quais gostaria de fazer uma humilde homenagem aqui.
Àquelas que voltaram ao Monteiro Lobato, Thais, Bel, Alice, Dudinha e, mais recentemente, Marília, além de figuras inesquecíveis como Marcelo, Camila, Diego, Tainara e Cláudio. Acredito, ou pelo menos gostaria de acreditar, que falo por todos os membros de nossa turma, quando digo que cada um deles fará falta no dia-a-dia da sala 24.
Saudades de todos.
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