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13 de junho de 2009

Minha solução

Você também pensa em mim quando tudo fica quieto e seus pensamentos são sua única companhia?
Saudade é tão difícil de explicar, até porque ainda é cedo para ela. Esse é meu ano de carpe diem, e eu não sou mesmo de ficar me lamentando.
Me pergunto por que você é diferente, ou talvez por que eu sou.
E por que você ocupa tanto minha mente, por que atrapalha minhas equações e meus textos, por que não consigo te deixar de lado um segundo?
E por que eu não quero te deixar?
Na verdade, não quero uma resposta pra isso, não preciso de uma. Quero a resposta pra essa:
Por que eu simplesmente não aceito que coisas boas podem acontecer comigo? Eu posso encontrar a pessoa perfeita. Posso estar certa, e ter encontrado.
Me odiaria pra sempre se deixasse minha insegurança (velha companheira) estragar algo que me deixa tão bem.
Continuo, então, a rolar na cama, tarde da noite, sem conseguir dormir.
Preocupo-me se não vai acabar do mesmo jeito de sempre.
Preocupo-me se a minha auto-estima quase inexistente não vai de algum jeito me fazer sabotar a única parte da minha vida que funciona direito.
Preocupo-me de me preocupar tanto com tudo.
Aí eu te vejo.
E com um simples sorriso e um oi, não me preocupo mais.

21 de abril de 2009

Esse post é uma resposta a "Amor?" do Jogando Conversa Fora

Quando o conheceu, teve certeza. Certeza de que era possível, de que era real. Passou lentamente, olhos fixos no chão à sua frente. Sentiu o olhar penetrante em sua nuca. Resistiu ao impulso de se virar, ir até ele e dizer tudo.
Será que nunca ia mudar? Sempre a mesma coisa, sempre o mesmo sofrimento desnecessário? Pára tudo. Se alguém tinha que fazer alguma coisa, era ela. Voltou.
-Posso falar com você?
-Ah... claro.
-Não sei fazer isso.
-O quê? Falar?
-Não. Ficar sem fazer nada.
-O que você quer dizer?
-Quero dizer... nem sei direito o que quero dizer.
Silêncio.
-O que eu quero mesmo dizer é que eu não entendo.
-Ahn...
-Eu não entendo por que as pessoas não podem simplesmente ser honestas com uma coisa que é comum a todos.
-Oi?
-Todo mundo já passou, passa ou vai passar por isso, certo? E não é óbvio que, se você se magoa com algo, se fizer o mesmo a alguém, essa pessoa não vai ficar tão magoada quanto você ficou?
-É, acho que sim.
-Então por que, em nome do que quer que você acredite ser o ser/poder/energia que comande esse universo, as pessoas não podem ser honestas e claras em relação ao que sentem? Se toda garota sonha com um carinha perfeito, que a idolatre, que seja engraçado, bonito, inteligente, romântico, etc. etc. etc., por que quando aparece um assim elas não se interessam ou enjoam logo? Por que caras tão legais, que você sabe que dariam namorados perfeitos pra qualquer uma que tivesse a sorte de ser a sua escolhida, são preteridos por garotinhos bonitinhos sem um grama de moral e profundos como um pires?
-Se eu soubesse responder isso, não estaria sozinho.
-Eu sei.
Ele a olhou como se entendesse.
-Tem certeza?
-Eu sou a exceção. Mas não posso ser a única. Matematicamente comprovado.
Silêncio.
-Não é fácil.
-Infelizmente, parece que geralmente não vale a pena se for. E, sabe como é, a esperança é a última que morre, ou devia ser. Whatever. Confia em mim nessa, cara.

15 de janeiro de 2009

(Des)ilusão parte 2

Desistiu, como pensou em fazer. Resolveu confiar no destino, coisa na qual ela não acreditava. Quando desistiu de procurar, de agir, o tal destino se encarregou de trazer a pessoa certa. Só que algo assim deixa marcas. Cicatrizes, por assim dizer.
Foi tão fácil, que deu pra desconfiar. O amor não deveria ser mais... difícil? Raro? Talvez até... mais incompleto? Era o que pensava. Não imaginava o que iria acontecer, a sorte que tinha.
A vida não é um conto de fadas. Então não, não teve um final feliz. Até porque, com um final feliz, a história acaba. Não é o que quer. Ainda não acabou. E se depender dela, a pobre menininha (des)iludida, não acabará nem tão cedo. Esperemos então, não pelo destino. Não existe. Pela vida.

12 de janeiro de 2009

(Des)ilusão

Não, não era sério. Não podia ser, certo? Quer dizer, tão jovem, tão iludida, tão... tão fora da realidade. Nada assim pode dar certo. Achava mesmo que podia acontecer. Pena que não havia a menor possibilidade. Infelizmente existe gente que parece se divertir ao alimentar esperanças. Não, não, crueldade. Soa como uma menininha se lamentando da primeira desilusão amorosa, não? Se fosse a primeira, isso não estaria tão longe da verdade. Mas quando se torna uma constante, há sempre uma lembrança de que aquilo pode voltar a acontecer.

"Coitada," dizem,"não merecia." Compaixão não é exatamente o que ela precisa. Só alguém com sentimentos verdadeiros, sem medo de dizer, simplesmente, a verdade. Tão difícil assim? Pior que é. "A sociedade evolui e valores se perdem.", pensa. Parece uma menininha agora?

Sim, desistiu mais uma vez. Pensa em desistir de vez agora. Mas no fundo sabe, ah, sabe, que será só até achar o próximo que pareça promissor. E a palavra-chave é "pareça". Infelizmente.

22 de dezembro de 2008

Cantada

Peguei-me pensando o que estarias fazendo
Neste lugar, neste momento
Sem motivo aparente, de repente
Mas com tom urgente

Veio até mim,
Andar apressado
De quem foi mesmo incitado
Isso era mesmo necessário?

Não entendo, o que queres?
Provar-se mais homem
Do que os que ao seu redor?
Julguei-te mal?

Queres apenas falar,
Comigo e com mais ninguém,
Sozinhos, talvez?
Não sei

Creio que sim, tudo bem
Nada tenho a perder
Fale logo, o que é?
Não me demoro aqui

Dizes que desde o começo,
No primeiro olhar, sentira algo
Que não paras mais de pensar em mim,
Eu deveria dar uma chance a este amor?

Ah, nunca disseste isto a mulher alguma?
Tudo isso que dizes poderia me ganhar,
Atravessar-me como uma flecha de Eros,
Poderia, sim, me apaixonar.

Não fosse o pequeno detalhe
De uma amiga ter me contado
Que ouviu tudo isto,
O mesmo, de tu ontem

Diz agora, por que eu haveria
De dar uma chance ao seu
Dito “amor”?
Não me enganas

Vejo como sou a única mulher
A quem disseste isso.
Banalizas o amor como a tudo mais,
E por isso não o merece.

30 de outubro de 2008

Pra você

Você já se apaixonou? Quase todos dirão sim. Você já amou? Alguns incautos dirão sim, com certeza. Outros, pensarão primeiro. Uma parte então dirá sim, algumas vezes. Outra parte dirá sim, uma vez. Talvez alguns ainda digam não. Mas estes serão os mais tristes.
A maioria pensará no amor romântico, entre duas pessoas. Aquele cara, aquela garota. A pessoa certa, seja predestinada ou apenas apropriada. Eu não sou exceção. Ele é a primeira imagem que me vem à mente.
Talvez, como eu, alguns pensem na família. Amor dito incondicional. Porém, infelizmente, nem sempre. Já ouvi dizer que o único amor incondicional é o de um cachorro por seu dono. Não sei dizer, nunca tive um.
O que se procura em um namorado? Um cara que realize todos os seus caprichos, que te mime? Que te ache o máximo, que se humilhe por você? Não sou assim. Antes de tudo, quero um amigo, quero que me entenda, que não ligue para minhas inseguranças momentâneas. Que me assegure que tudo vai ficar bem.
Alguém que saiba dizer a coisa certa, no momento certo. Com quem eu possa falar sobre tudo, ser eu mesma, sem medo do que possam pensar de mim. Alguém que simplesmente goste de mim como eu sou, sem esforço.
Achei. Tenho sorte.