11 de agosto de 2008

Saudades

Quando se convive diariamente com indivíduos diferentes de você e entre si, o que ocorre na maioria das situações sociais que enfrentamos no dia-a-dia, acaba-se aprendendo a valorizar os pontos positivos de cada um e a tolerar os defeitos. Estudo num colégio muito bem conceituado, o melhor do estado. É bem competitivo, o que acaba não sendo bom para todos. A reputação de colégio difícil é relativa, mas muitos não aguentam a chamada pressão psicológica, ou, simplesmente, não conseguem acompanhar.
Era certo que no final do ano nossa turma iria se separar, mas aconteceu mais cedo. O 1o ano E 2008 do Colégio Contato, conhecido como Sala do Brejo, já perdeu 10 alunos, aos quais gostaria de fazer uma humilde homenagem aqui.
Àquelas que voltaram ao Monteiro Lobato, Thais, Bel, Alice, Dudinha e, mais recentemente, Marília, além de figuras inesquecíveis como Marcelo, Camila, Diego, Tainara e Cláudio. Acredito, ou pelo menos gostaria de acreditar, que falo por todos os membros de nossa turma, quando digo que cada um deles fará falta no dia-a-dia da sala 24.
Saudades de todos.

21 de julho de 2008

Disney

Recentemente voltei de uma viagem aos Estados Unidos, minha primeira viagem ao exterior. Fui com minha irmã no grupo azul da Pajuçara, com várias pessoas já conhecidas e muitos novos amigos... É realmente uma experiência única, só quem já passou por ela sabe como é incrível conhecer tantas coisas novas. Além dos parques, passar 15 dias longe da família, com pessoas, na sua maioria, desconhecidas, a milhares de quilômetros de casa, e tendo que tomar conta de uma irmã mais nova me fez amadurecer em tempo recorde.
É impressionante como tudo muda em duas semanas. Pessoas que estavam tão perto, mas que eu tive que ir para outro país para conhecer... é engraçado como quando você volta, vê todas aquelas pessoas no que eu gosto de chamar de "seu habitat natural" e percebe que elas sempre estiveram ali, você que nunca as notou. Pelo menos comigo foi assim. Algumas experiências mudam o modo como se vê a vida, e essa viagem foi assim.
Demorei um pouco para publicar essa postagem, mas uma semana depois de voltar já não agüentava de saudade de todo mundo. Dos guias e de todos que viajaram comigo, especialmente a galera do grupo azul.
Algumas coisas ficam marcadas pra sempre.

22 de junho de 2008

Por que escrevo?

Lembrei desse texto semana passada, fruto de uma redação de colégio. Mas algo nele me chamou a atenção, pois o escrevi com tanta facilidade, e gostei tanto dele, que o guardei. Ele é do ano passado, mais especificamente do dia 27 de julho de 2007. Espero que gostem.
Por que escrevo?

Escrevo porque quero, porque gosto, porque sinto que devo. Escrevo porque preciso, porque tenho inspiração e, portanto, quero me expressar de alguma forma. E a escrita me proporciona a melhor forma de fazer isso. Escrevendo crio meu próprio mundo, seja ele visto sob qualquer prisma e com qualquer finalidade. Escrevendo posso ser ao mesmo tempo cômica e trágica, profunda e fútil, detalhista e misteriosa. Posso romper as barreiras da possibilidade e da realidade ou ser realista e direta ao extremo. Posso ser rápida e rasteira ou confundir os leitores mais e mais, só para no fim confirmar o que eles pensavam no início.

Posso relatar algo, informar, mas também dar minha opinião. Posso expor meus pensamentos e sentimentos, e também os daqueles que crio. Posso divertir, fazer chorar, entreter, assustar, intrigar e, ao mesmo tempo, fazer descobertas, eu mesma. Posso criar seres com quem os leitores se identificam e amam e outros que eles amam odiar. Escrevo porque gosto de finais felizes, tristes, de soluções de mistérios e problemas.

Escrevo porque posso criar minha própria identidade, minha própria linguagem. Escrevo porque sou a única pessoa que vai pensar como eu, sou a única que pode escrever o que eu escrevo. Escrevo porque quero experimentar, errar e recomeçar. Escrevo porque quero tentar de tudo e não me privar de nenhuma possibilidade.

10 de junho de 2008

Seção nova

Bom, às vezes o tédio pode ser a melhor fonte de inspiração. Como diria meu amigo Fábio, "é o ócio criativo". Surge então uma idéia: de vez em quando, vou sortear uma palavra e escrever sobre ela. A palavra de hoje foi uma sugestão da minha amiga Renata, e achei que seria a melhor palavra pra inaugurar. A palavra é...tantantantan...oi.

Segundo o dicionário, oi é uma interjeição empregada para cumprimentar, chamar, mostrar espanto, ou indicar que não se ouviu bem aquilo que foi dito pelo interlocutor.

Mas é muito mais do que isso. Um simples oi pode ter vários significados. Um oi triste, um oi feliz, um oi irritado, um oi de paquera, um oi forçado... Um oi pode querer dizer "só falo com você por educação", ou "eu te amo". Pode querer dizer "não sei o que falar" ou "tchau" ou, simplesmente, "oi". Não importa. Um oi pode ser muito importante, ou pode simplesmente ser usado para quebrar o gelo.

Incrível como uma palavra tão pequena pode ser tão versátil.

30 de maio de 2008

E agora?

Quem nunca pensou: E agora? O que é que eu faço? Quem nunca ficou sem reação diante de uma surpresa ou de uma situação, digamos... inusitada? Quem nunca teve que fazer uma escolha entre duas opções equivalentes, mas indispensáveis? Todo mundo já passou por isso, né? A vida é assim. Cheia de escolhas, às vezes de ganhos, sempre de perdas. Mas é isso que a faz tão especial.
Como estou filosófica hoje...
Hehe...bjs

19 de maio de 2008

Reencontro

Então, como prometido, aqui está:

Reencontro

Nada havia se não magreza,
Nada havia se não tristeza
Nunca suficiente, nunca perfeita
Mas com sacrifício, tudo se ajeita
Faria de tudo pra ser aceita

Ainda que tudo fosse nada,
Não vestiria mais a calça, que, apertada,
Impunha uma árdua jornada
Comida? Até parece
Pra ser bonita, vê se esquece

Suas ações são recompensadas,
Ainda que estas sejam impensadas
Foi um alívio sentir as roupas folgadas
Quando de elogios foi coberta,
Pensou ter feito a coisa certa

Nada se compara à sensação
De se sentir no topo do mundo e então,
Descobrir que elogios vêm e vão
Pois tudo tem um fim
Ainda que ela não quisesse assim

Quando à pressão ela sucumbiu,
E a determinação num segundo sumiu,
A velha insegurança ressurgiu
Velhos hábitos são difíceis de esquecer
E, ainda mais, aos maus sobreviver

E ali, segurando-se para não ir ao chão,
Viu sua vida findar num ofuscante clarão
E tomou assim uma decisão
Ao ver seus pais, com os rostos aflitos
E a expressão de seus verdadeiros amigos

Aquela garota de antes, onde estava?
Era tão feliz e confiante, o que mudara?
Ser ela mesma era só o que tentava
Queria voltar a ser como era, linda!
Não era tarde demais ainda

Decidiu suas prioridades definir
Nada mais a controlaria assim
Ela em breve voltaria a sorrir
Pouco a pouco conseguiu
Sentir-se com nunca se sentiu

Aprendeu que a maior arma contra a dor
Era aquela a que ela não dava valor
Sua família e amigos, puro e verdadeiro amor
Vive uma vida plena
Onde uma calça apertada nunca será um problema

12 de maio de 2008

Em breve...

Momento trailer de cinema: Em breve, num computador perto de você, meu primeiro poema aberto ao público. Aguardem...
Hehehe... É que é semana de provas mensais, então não deu pra passar pro computador, mas semana que vem tá aqui...