4 de dezembro de 2008

Outro de meus poemas

Adorável Teorema
Não sigo modismos, todos dizem
Redundância inconsciente
Pois ninguém quer ser igual
Quando a moda é ser diferente

Nunca ouviu? É uma pena
Nunca viu? Seu problema
Sou o que sou,
Um adorável teorema

Não aspiro ser mais um robô
Dessa sociedade superficial
Nunca me preocupei com isso,
Nem vejo razão para tal

Tudo que ouves sobre mim,
Não sei se já paraste para pensar,
Que pode não ser verdade
O que insistem em espalhar

Me prove e comprove
E prove que pode
Me amar
Do jeito que sou

1 de dezembro de 2008

Menine, você ouviu...?

Andei pensando esses dias, fazendo um balanço geral de tudo que já ouvi falarem de mim, ou que soube que falaram de mim. Parece que eu sempre atraio esse tipo de coisa. Já passei da fase de me incomodar com isso, até porque se me incomodar, nunca ficarei em paz. Mas ninguém realmente gosta de ouvir mentiras sobre si, principalmente sobre sua vida pessoal.
Quem já passou por isso sabe como é desagradável o sentimento de impotência diante de um boato que se espalha, sem controle. Especialmente para uma pessoa como eu, que sempre fui muito fechada, e demoro para confiar de verdade em alguém.
Mas a fofoca é mais uma daquelas coisas da vida, com dizem, às quais simplesmente estamos sujeitos e sobre as quais não temos controle algum. Triste ver o quão normal é considerado falar dos outros dessa forma.
Como diria meu caso de amor platônico Sheldon, eu choro pela humanidade.

30 de outubro de 2008

Pra você

Você já se apaixonou? Quase todos dirão sim. Você já amou? Alguns incautos dirão sim, com certeza. Outros, pensarão primeiro. Uma parte então dirá sim, algumas vezes. Outra parte dirá sim, uma vez. Talvez alguns ainda digam não. Mas estes serão os mais tristes.
A maioria pensará no amor romântico, entre duas pessoas. Aquele cara, aquela garota. A pessoa certa, seja predestinada ou apenas apropriada. Eu não sou exceção. Ele é a primeira imagem que me vem à mente.
Talvez, como eu, alguns pensem na família. Amor dito incondicional. Porém, infelizmente, nem sempre. Já ouvi dizer que o único amor incondicional é o de um cachorro por seu dono. Não sei dizer, nunca tive um.
O que se procura em um namorado? Um cara que realize todos os seus caprichos, que te mime? Que te ache o máximo, que se humilhe por você? Não sou assim. Antes de tudo, quero um amigo, quero que me entenda, que não ligue para minhas inseguranças momentâneas. Que me assegure que tudo vai ficar bem.
Alguém que saiba dizer a coisa certa, no momento certo. Com quem eu possa falar sobre tudo, ser eu mesma, sem medo do que possam pensar de mim. Alguém que simplesmente goste de mim como eu sou, sem esforço.
Achei. Tenho sorte.

11 de outubro de 2008

Outro poema

Eu disse que postaria alguns poemas de minha autoria, e acabei postando apenas um. Mas mesmo sem ter leitores, sinto a obrigação moral de cumprir minha promessa. Então aqui está. Um poema de alguns meses atrás que, na verdade, já não condiz mais com a verdade. Mas gosto dele.

Intervenção

Tudo que sabes, não compartilha
Mas tudo que vai, volta
Tudo tem um motivo
Tudo que te prende, me solta

Transmites uma idéia inversa
Em nossas mentes, já morta
Mas tu nada esqueces
Tudo que te prende, me solta

Ao tentar ser quem não és,
Quando a verdade é tão oposta,
Desaponta a ti mesmo
Tudo que te prende, me solta

Sei que é difícil,
Mas torço por uma reviravolta
Será que tens conserto?
Tudo que te prende, me solta

Não entendo teus motivos,
Tua inércia me causa revolta
Por que tantas limitações?
Tudo que te prende, me solta

Não posso mais me preocupar,
Nada disso mais me importa
Não queria, mas desisto
Tudo que te prende, me solta

11 de setembro de 2008

O futuro

Em uma das minhas aulas de inglês, tivemos uma discussão muito interessante sobre o futuro da humanidade. O que você responderia se lhe perguntassem se você acha que os avanços recentes na medicina são uma coisa boa? Provavelmente sim, certo?
Também era o que eu pensava até hoje. Mas agora estou confusa. Pensemos: em 1900, a população mundial era de cerca de um bilhão de pessoas. Atualmente, mais de 6 bilhões. Isso representa um aumento de 500%. Se continuar a crescer nesse ritmo, em 100 anos, haverá cerca de 36 bilhões de pessoas no planeta. Quer dizer, com tanta gente no mundo, em algum momento faltará água e alimentos (que já são mal distribuídos) para todos. Também é provável que falte espaço, o que já acontece nas áreas urbanas de alguns países superpovoados, como a China.
Agora, o que causou esse aumento populacional? As pessoas estão vivendo mais, e isso se deve aos avanços tecnológicos na medicina. Pessoas com câncer e outras doenças degenerativas, que há alguns anos não teriam muita opção de tratamento nem esperança de sobrevida hoje vivem anos a mais, na maioria das vezes sem qualidade alguma de vida. Ao mesmo tempo, as taxas de mortalidade infantil diminuem, novamente graças aos avanços na medicina.
Todas essas pessoas extras agravariam os problemas que enfrentamos hoje, como a poluição (grande causadora do aquecimento global). As famílias mais pobres são as que têm mais filhos, mas por não terem condições para tal, os problemas sociais agravam-se. Em países como a China, já existem programas governamentais para restringir o aumento da população, a famosa medida que proíbe que se tenha mais de um filho. Ela funcionou, pois a previsão de 1,5 bilhão de chineses na virada do século não se concretizou, sendo de "apenas" 1,2 bilhão.
Por mais que se diga que no futuro as pessoas vão viver embaixo d'água, em Marte, na Lua ou em Alfa-Centauro, é assustador pensar que em algum momento não haverá mais lugar para todos no planeta, e que haverá guerras por alimento e água. O que fazer? É necessário restringir o crescimento populacional com medidas governamentais, como na China?
Infelizmente, a situação só tende a piorar. Meu conselho? Aproveite enquanto a Terra não vira um mar de gente. Carpe diem, baby...

2 de setembro de 2008

Seção sem nome Volume 2

Bem, aqui estou de volta com aquela seção das palavras, que ainda não tem nome, mas em breve terá (talvez). Obs.: Momento meio banda de forró, o título, não? E a palavra de hoje é "bom".
Novamente, uma pequena mas muito útil palavrinha. Adjetivo, mas, pra mim, ela e a variação "bem" são praticamente vírgulas. Talvez dê pra perceber, pelas postagens anteriores... e agora percebi, no início desta também... Mas, novamente, ser bom é relativo. Tanto no sentido de ser uma pessoa bondosa, afável, agradável, como no sentido de ser benéfico, apropriado ou adequado para algo ou alguém.
Nesse último sentido, o que é bom é sempre relativo. Se algo é bom pra alguém, não significa que seja bom para todos. Esse é um pensamento que se aplica à maioria das coisas na vida, ou seja, seja você mesmo, faça o que der vontade e não ligue para o que os outros pensam. Quem diria que dá para se concluir isso da palavra "bom", hein?
VIVA A RELATIVIDADE!

11 de agosto de 2008

Saudades

Quando se convive diariamente com indivíduos diferentes de você e entre si, o que ocorre na maioria das situações sociais que enfrentamos no dia-a-dia, acaba-se aprendendo a valorizar os pontos positivos de cada um e a tolerar os defeitos. Estudo num colégio muito bem conceituado, o melhor do estado. É bem competitivo, o que acaba não sendo bom para todos. A reputação de colégio difícil é relativa, mas muitos não aguentam a chamada pressão psicológica, ou, simplesmente, não conseguem acompanhar.
Era certo que no final do ano nossa turma iria se separar, mas aconteceu mais cedo. O 1o ano E 2008 do Colégio Contato, conhecido como Sala do Brejo, já perdeu 10 alunos, aos quais gostaria de fazer uma humilde homenagem aqui.
Àquelas que voltaram ao Monteiro Lobato, Thais, Bel, Alice, Dudinha e, mais recentemente, Marília, além de figuras inesquecíveis como Marcelo, Camila, Diego, Tainara e Cláudio. Acredito, ou pelo menos gostaria de acreditar, que falo por todos os membros de nossa turma, quando digo que cada um deles fará falta no dia-a-dia da sala 24.
Saudades de todos.